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Aliados de Bolsonaro aguardam denúncia da PGR sobre tentativa de golpe para antes do Carnaval

Expectativa é que Procuradoria-Geral da República apresente acusação formal sobre inquérito do golpe nos próximos dias, visando julgamento ainda este ano

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro esperam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente, antes do Carnaval, a denúncia relacionada ao inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é de que a denúncia seja protocolada nos próximos dias, com o objetivo de julgar Bolsonaro até o final deste ano.

Em novembro de 2024, a Polícia Federal entregou à PGR um relatório final de 884 páginas, recomendando o indiciamento de Bolsonaro e outras 36 pessoas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu analisar conjuntamente este e outros inquéritos envolvendo o ex-presidente, como os casos das joias sauditas e da falsificação de cartões de vacina, para avaliar a possibilidade de apresentar uma denúncia única.

A estratégia de Gonet é realizar uma análise criteriosa das investigações, o que pode levar a apresentação da denúncia para depois de fevereiro de 2025, após o recesso forense. No entanto, ministros do STF e aliados de Bolsonaro aguardam que a denúncia seja apresentada antes do Carnaval, permitindo que o julgamento ocorra ainda este ano.

Caso a PGR apresente a denúncia, abre-se um prazo de 15 dias para que os acusados apresentem suas defesas por escrito. Após essa etapa, o relator do caso no STF libera o processo para julgamento colegiado sobre o recebimento da denúncia. Se aceita, os acusados se tornam réus e passam a responder a ações penais na Corte, com possibilidade de recursos ao longo do processo.

Enquanto isso, a defesa de Bolsonaro aguarda o resultado da análise do material apreendido durante a prisão do ex-ministro Braga Netto, especialmente os itens encontrados com o coronel Peregrino, que foi alvo de busca e apreensão. A estratégia de Bolsonaro é manter sua candidatura até o limite, influenciando a discussão sobre sua sucessão na direita brasileira.

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