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Vereadores divergem sobre reforma na Comurg e sugerem que Mabel ‘recomece do zero’

Ajustes na companhia geram embates na Câmara Municipal, com pedidos de demissões e questionamentos sobre gastos e gestão

Foto: O Popular

A reestruturação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) tem gerado embates entre vereadores da capital. Em meio às mudanças implementadas pelo prefeito Sandro Mabel (UB) e à polêmica sobre a necessidade de um projeto de lei para a destinação de R$ 190 milhões à companhia, parlamentares manifestaram opiniões divergentes durante a sessão ordinária desta quinta-feira (13). Alguns defendem as medidas da nova gestão, enquanto outros sugerem que Mabel “recomece do zero” sua administração.

O vereador Coronel Urzêda (PL) criticou a composição do secretariado municipal, ressaltando que um terço dos secretários já haviam atuado na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD). Ele sugeriu que o prefeito dispense todos os funcionários da Comurg. “Já que quer mudar a Comurg, passa o cerol geral, começa tudo de novo”, afirmou. Além disso, Urzêda reiterou sua posição contrária à taxa do lixo e cobrou sua revogação pelo Executivo municipal.

Por outro lado, Lucas Kitão (UB) saiu em defesa da administração de Mabel e rebateu as críticas, argumentando que problemas estruturais da Comurg não podem ser atribuídos à nova gestão. “Vai receber quinquênio quem merece, quem está na rua trabalhando, dando a vida de sol a sol, e não quem está lá mamando a vida inteira”, declarou, referindo-se aos benefícios trabalhistas que serão recompostos conforme a companhia se estabilizar.

Enquanto isso, Luan Alves (MDB) apresentou requerimentos à Comurg solicitando esclarecimentos sobre acordos extrajudiciais e o afastamento de 33 funcionários investigados. Ele questionou a permanência do servidor Alzírio Francisco Barbosa, que recebeu R$ 115 mil em um acerto administrativo com a antiga gestão, enquanto outros investigados foram afastados. “Ele (Kitão) falou 10 minutos e não conseguiu responder”, criticou Alves.

O presidente em exercício da Câmara, Anselmo Pereira (MDB), apoiou as medidas da nova administração e relembrou um episódio da gestão anterior, no qual uma promotora teria sido intimidada após visitar a Comurg. Markim Goyá (PRD) reforçou a importância de garantir os direitos dos servidores, celebrando o fim do que chamou de “mando e desmando” na companhia. Já Rose Cruvinel (UB) criticou aqueles que, em sua visão, se beneficiavam do dinheiro público sem contribuir para o trabalho da Comurg. “Saneamento neles”, declarou.

Paralelamente, a Comurg firmou um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para quitar dívidas trabalhistas referentes a precatórios e Requisições de Pequenos Valores (RPVs). A companhia já realizou um depósito inicial de R$ 4 milhões e planeja novos pagamentos de R$ 3 milhões mensais até o fim do ano. A expectativa é que, até abril ou maio, todos os precatórios vencidos sejam quitados, com antecipação dos que venceriam até dezembro de 2025.

Diante das mudanças e das polêmicas, a reforma na Comurg segue como um dos principais temas de debate na política goianiense, dividindo opiniões entre aqueles que defendem uma reestruturação completa e os que acreditam na continuidade do trabalho já iniciado pela nova gestão.

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