Decisão retira mandato de vereador Cristiano Zoi e pode beneficiar candidato do PSD

A Justiça Eleitoral determinou a cassação do registro da chapa do Avante na eleição para vereador de Aparecida de Goiânia, realizada no ano passado, por descumprimento da cota de gênero. A decisão foi proferida pela juíza Wilsianne Ferreira Novato, da 132ª Zona Eleitoral, nesta sexta-feira (14), após ser constatada fraude na composição da legenda.
Com a sentença, o vereador Cristiano Zoi, único eleito pelo partido com 2.169 votos, perde o mandato. A ação foi movida pelo PSD e pelo candidato Diego Tufão, que questionaram a candidatura de Rute de Jesus, apontada como fictícia. Segundo os autores, Rute estava inelegível, obteve apenas 10 votos e teria apoiado outra candidata do próprio partido, o que configuraria a fraude.
A juíza julgou procedente a ação, anulando os votos da chapa e determinando a redistribuição das cadeiras na Câmara Municipal. Com a recontagem, o PSD — que antes não havia atingido o quociente eleitoral — passa a ter direito à vaga. O beneficiado direto é Diego Tufão, que obteve 1.757 votos e poderá assumir o cargo.
O Avante, à época da eleição, era presidido em Aparecida de Goiânia por Erick Magalhães, aliado do deputado federal Professor Alcides (sem partido). A decisão, no entanto, ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), permitindo que Cristiano Zoi permaneça no cargo até o julgamento final.
O caso do Avante não é isolado. Há outras cinco ações de investigação judicial eleitoral (AIJEs) em andamento contra diferentes partidos que elegeram vereadores no município. Além do PSD, siglas como PL, PSDB, Republicanos e Agir aguardam desdobramentos de processos que podem impactar a composição da Câmara Municipal.