Um dia após afirmar que não compareceria à Câmara Municipal de Goiânia para a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2024, o prefeito Sandro Mabel (UB) voltou atrás e declarou que pode participar da audiência pública marcada para o dia 24 de março. No entanto, Mabel reforçou que, caso vá, “não terá o que falar”, alegando desconhecimento sobre os dados financeiros da gestão anterior.
A decisão do prefeito gerou repercussão entre os vereadores, que cobraram esclarecimentos sobre a real situação fiscal do município. Parlamentares apontaram contradições no discurso de Mabel, destacando que sua equipe participou da transição e já anunciou um déficit de R$ 3 bilhões deixado pela administração de Rogério Cruz (SD). A oposição questiona por que, se há conhecimento do rombo, o prefeito afirma não ter informações suficientes para a prestação de contas.
Além da polêmica, a relação entre a Prefeitura e o Legislativo já vinha se desgastando devido ao repasse milionário à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) sem aprovação da Câmara e à demora no atendimento de demandas políticas. A manutenção da audiência para o dia 24 coloca Mabel diante de um impasse: comparecer e justificar as contas ou delegar a tarefa à sua equipe, o que pode intensificar a crise política na capital.





