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O cenário do crime de colarinho branco.

Foto de Cárllos Barbosa

Cárllos Barbosa

Enquanto você tentava fechar as contas do mês, o submundo da capital federal operava em ritmo de cruzeiro. Nas últimas 24 horas, o roteiro de cinema que envolve Daniel Vorcaro, o Banco Master e o sobrenome mais famoso do Planalto ganhou capítulos de dar inveja a qualquer série policial, mas com aquele tempero de impunidade que só o Brasil oferece.

De um lado, temos um banqueiro preso — de novo — sob a acusação de manter uma “milícia digital e física” para monitorar autoridades e jornalistas. Mas o que realmente queima nos bastidores são as mensagens que colocam Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes em diálogos nada republicanos sobre “visitas a casas” e contratos milionários com escritórios de advocacia familiares. No “Palácio” de Brasília, o conflito de interesses parece ter virado requisito de currículo.

Para completar a cena, a morte cerebral de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário” de Vorcaro, sob custódia da PF, levanta aquela pergunta que ninguém quer calar: foi fatalidade ou uma providencial queima de arquivo? No Brasil das sombras, coincidências morrem cedo demais.

E como se não bastasse o setor bancário em chamas, o “filho do homem” resolveu dar uma aula de meritocracia. Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos, com direito a “mimos” de quase R$ 1 milhão do próprio pai sob a rubrica de “antecipação de herança”. É o primeiro caso de herança antecipada de quem jura que não tem nada, para quem finge que não faz nada.

O resumo da ópera? Enquanto o governo Lula fala em justiça social, os bastidores de Brasília mostram que a verdadeira justiça deles é seletiva, lucrativa e muito bem acompanhada de bons advogados e ministros amigos. Estão brincando com a nossa cara, e o pior: eles nem fazem mais questão de esconder o sorriso.

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