Movimentações estratégicas do presidente da Assembleia Legislativa levantam especulações sobre seu futuro político e possíveis candidaturas em 2026

Nos bastidores da política goiana, uma pergunta começa a ganhar força: Bruno Peixoto será candidato ao governo de Goiás em 2026? As movimentações estratégicas do presidente da Assembleia Legislativa indicam que seus planos podem ir além de uma vaga na Câmara Federal, como se especulava.
O Politikey conversou com secretários do governador Ronaldo Caiado e com auxiliares próximos de Peixoto. Segundo análises de bastidores, o deputado tem consolidado sua influência dentro da Assembleia e parece mirar um projeto mais ambicioso. Essas articulações têm intensificado o debate sobre suas reais intenções para as próximas eleições.
Uma máquina pública a serviço de um projeto maior?
Um dos fatores que mais chamam atenção é a estrutura que Peixoto tem montado na Assembleia. Dados divulgados pelo jornal O Popular revelam que em dezembro de 2024 a Casa contava com mais de 5.000 cargos comissionados, enquanto apenas 342 servidores eram efetivos. O crescimento constante dessas nomeações tem gerado críticas e levantado suspeitas de que o deputado esteja construindo uma base de apoio para disputar um cargo majoritário.
“A estrutura do Bruno é muito grande. Pode apostar: ele será candidato a vice-governador ou a senador em 2026”, afirmou um auxiliar de Caiado, sob condição de anonimato. Para ele, a força política de Peixoto o coloca mais próximo de uma disputa ao Executivo ou ao Senado do que apenas uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Troca de partido: distanciamento estratégico de Caiado
Outro sinal de que Peixoto planeja alçar voos maiores é a possibilidade de mudança partidária. Ele estaria negociando sua saída do União Brasil para o Avante, um partido menor e com menos recursos, mas que lhe daria mais autonomia política. A troca também pode ser um movimento para se desvincular da influência de Caiado, que, em 2024, impediu sua candidatura à prefeitura de Goiânia e o forçou a apoiar Sandro Mabel, vencedor da disputa.
Questionado sobre a mudança para um partido com menos estrutura, um auxiliar de Peixoto ironizou: “E o Bruno precisa de estrutura partidária para disputar as próximas eleições?”. A declaração sugere que o deputado já conta com um aparato próprio para viabilizar sua candidatura, independentemente do apoio financeiro de uma legenda tradicional.
Candidatura ao governo: aposta ousada ou carta na manga?
Embora os rumores sobre uma candidatura ao governo cresçam, o cenário ainda é incerto. Aliados afirmam que Peixoto só entraria na disputa caso fatores externos fossem favoráveis, como um fraco desempenho de Daniel Vilela nas pesquisas ou uma reconfiguração da base aliada de Caiado.
Por ora, a possibilidade mais concreta parece ser uma candidatura ao Senado ou à vice-governadoria em uma chapa competitiva. “Ele está se preparando para algo maior, mas o tabuleiro político ainda está indefinido”, resume um aliado.