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Lula critica Trump e classifica retirada dos EUA do Acordo de Paris e da OMS como ‘regressão para a civilização humana’

Presidente brasileiro condena decisões do ex-mandatário dos EUA e alerta para impactos globais das medidas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30) que as decisões de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde (OMS) representam uma “regressão para a civilização humana”. A declaração foi dada durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

A fala ocorreu quando Lula comentava a possibilidade de um encontro com o ex-presidente republicano. “Se eu for convidado para o G7, a gente tem chance de se encontrar. Se não for, a gente vai se encontrar na ONU. Se ele não desistir da ONU também, né? Obviamente que eu acho que esse negócio de descumprir o Acordo do Paris, de dizer que não vai dar dinheiro para a OMS, é uma regressão para a civilização humana”, afirmou o presidente brasileiro.

Decisões de Trump e impacto global

Em seu primeiro dia de mandato após retornar à Presidência dos EUA, Trump assinou a retirada do país do Acordo de Paris, pacto internacional assinado em 2015 com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Durante seu primeiro mandato, Trump já havia retirado os EUA do tratado, mas a medida foi revertida por seu sucessor, Joe Biden.

O ex-presidente também anunciou a retirada dos EUA da OMS, um golpe significativo para a organização, que recebe dos americanos quase um quinto do seu orçamento.

Lula já havia criticado a saída de Trump do Acordo de Paris e ressaltou a histórica falta de cumprimento dos compromissos climáticos pelos Estados Unidos. “O Trump acabou de anunciar a saída do Acordo de Paris, mas os EUA já não tinham cumprido o Acordo de Kyoto. Os países se comprometeram a dar US$ 100 bilhões por ano para os países em desenvolvimento [em financiamento climático], em Copenhague em 2009, e até hoje não deram”, afirmou. “Agora a necessidade é de US$ 1,3 trilhão, tenho certeza que não vão dar. E os ambientalistas baixaram para US$ 300 bilhões, que também não vão dar”, concluiu.

A entrevista coletiva contou com a presença de dez jornalistas sorteados para questionar o presidente, representando os veículos O Globo, Rede TV!, TV Meio Norte, UOL, R7, ICL, Rádio Gaúcha, Platô, Broadcast e Valor.

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