fbpx

Lula lidera para 2026, mas enfrenta alta rejeição: desaprovação supera aprovação pela primeira vez

Apesar de liderar em todos os cenários de segundo turno, pesquisa Quaest aponta que 49% dos brasileiros desaprovam o governo, enquanto 47% aprovam

Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (3) mostra que, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidere em todos os cenários para as eleições de 2026, sua popularidade enfrenta um momento delicado. Pela primeira vez desde o início do terceiro mandato, a taxa de desaprovação do governo (49%) superou a de aprovação (47%), evidenciando um desgaste que pode impactar sua trajetória até o próximo pleito.

O levantamento aponta que Lula venceria adversários como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Eduardo Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), Pablo Marçal (PRTB) e até o cantor Gusttavo Lima (sem partido) em disputas de segundo turno. Contra Tarcísio, por exemplo, o petista aparece com 52% das intenções de voto, enquanto o governador paulista soma 26%. Já em um embate com Gusttavo Lima, Lula teria 51%, contra 30% do cantor.

Apesar da vantagem, o crescimento da rejeição acende um alerta no Palácio do Planalto. O cenário de primeiro turno também mostra Lula na liderança, com percentuais que variam entre 32% e 38%, dependendo dos concorrentes, mas sem garantir uma vitória em primeiro turno. Gusttavo Lima desponta como o nome mais competitivo da direita, registrando de 12% a 18% das intenções de voto nos cenários analisados.

A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas entre 25 e 28 de janeiro de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado reflete um momento de tensão para o governo, que enfrenta desafios na economia, críticas à condução de políticas públicas e um ambiente político polarizado.

Mesmo liderando as intenções de voto, o aumento da desaprovação sinaliza um desgaste que pode ser decisivo até 2026. O próprio governador Tarcísio de Freitas, um dos possíveis adversários, afirmou recentemente que não pretende disputar a presidência, mas seu nome ainda é visto como uma alternativa forte para o campo da direita.

O cenário indica que, embora Lula mantenha uma posição sólida na disputa, a crescente rejeição pode abrir espaço para novos desdobramentos no cenário eleitoral nos próximos meses.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Recomendadas para você

Receba as últimas notícias
e fique por dentro de tudo!