
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, foi oficialmente acusado de tentar interferir no desfecho da eleição de 2020, culminando no ataque ao Capitólio em janeiro de 2021. Juntamente com seis co-conspiradores não identificados, Trump enfrenta cinco acusações, incluindo conspiração para fraudar o governo e conspiração contra direitos civis.
O documento de acusação, composto por 45 páginas, alega que, mesmo após a derrota nas eleições, Trump persistiu em sua tentativa de manter o poder. Ele é acusado de pressionar autoridades eleitorais para alterar votos e recrutar eleitores fictícios em estados vencidos por Biden. O uso indevido do sistema judicial e a exploração do caos durante a invasão ao Capitólio também fazem parte das alegações.
O procurador especial Jack Smith, encarregado da investigação, destaca que a interferência de Trump desencadeou um ataque sem precedentes alimentado por suas mentiras. Ele busca um julgamento rápido para que as evidências sejam examinadas e julgadas por cidadãos.
A juíza Tanya Chutkan, conhecida por decisões rigorosas, presidirá o caso. Esta é a terceira acusação formal contra Trump, sendo as anteriores relacionadas a fraude comercial e posse de documentos confidenciais. Uma quarta acusação relacionada à tentativa de reverter o resultado da eleição na Geórgia está pendente, com a decisão prevista para 1º de setembro.