O anúncio de Ana Paula Rezende (filha de Iris Rezende) como vice de Wilder Morais (PL) não foi apenas uma composição de chapa, foi um desmonte tático. Wilder escancarou a decadência de um MDB que, sob o comando de Daniel Vilela, tornou-se um mero “puxadinho” do governo estadual.
O MDB SEM ALMA E SEM DNA
A verdade é que o MDB de Daniel Vilela hoje é uma legenda dependente. Diferente de Ronaldo Caiado — que tem marca sólida na segurança e no combate à esquerda —, Daniel não carrega essa identidade nem representa uma continuidade desse projeto. Na prática, ele virou um trampolim para o projeto de 2030 do governador. Como vereador ou deputado, Daniel não deixou grandes marcas. Ao entregar o partido ao governo, ele esvaziou sua força histórica. Wilder apenas abriu a porteira por onde o “MDBista raiz” já queria passar, expondo as feridas de um partido sem rumo.
O FATOR GAYER
O projeto de Daniel ficou ainda mais frágil quando Wilder blindou o PL. Ao consolidar sua candidatura, ele eliminou a chance de Gustavo Gayer disputar o Senado na chapa governista. O governo contava com a popularidade de Gayer para dar tração a Daniel. Sem o “puxador de votos” e sem o sobrenome Rezende, o que sobrou do MDB além de ser um satélite do União Brasil?
O FATOR BRUNO PEIXOTO
Enquanto Daniel se isola, Bruno Peixoto cresce no vácuo. O presidente da Alego já provou que não é refém de ninguém. Com articulação própria e força independente, o “passe” de Bruno disparou. Ele não será o último a abandonar o barco se perceber que o projeto de Daniel é um natimorto. Bruno hoje tem força para exigir o que quiser: seja a vice-governadoria ou uma vaga no Senado. Sem o seu apoio, o grupo governista perde seu principal motor de articulação.
Wilder Morais implodiu a sucessão “tranquila” que Daniel imaginava ter. O grupo agora é refém de alianças que não controla. Se Bruno Peixoto decidir cobrar caro pela lealdade, o que restará para Daniel Vilela além da sombra de Caiado?
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